Publicado às: 11h55 Dia: 31/07/2010
Por: Mariáh
carecidamente, amor



"Não quero mais saber de problemas!", se indignava a garota de dezessete anos. E, assim pensando, 'fugiu' de casa e foi para onde a 'música a levaria'. E dentre bossa nova e mpb, passa por um pop/rock diversificado. Letras? Todas de amor. A menina definitivamente não sabia o que era o amor. Estava descontente com alguém, chatiada com uma pessoa e decepcionada com ações alheias. Seria esses motivos para 'odiar' o amor?
Tanto 'ódio' a ponto de cantar músicas com o tema amoroso. Na verdade, cantava sobre isso porque não estava com vontade de esquecer pessoa que a desamparara um dia. "Será que isto que é ódio? Será que isto é só um  sentimento besta que já senti um dia?", pensava ela, que chegara perto da verdade e perto de onde iria estacionar as pernas. Lugar este que nunca havia reparado beleza, nunca havia notado algo bonito no meio de plantas. "Aqui, ninguém me achará, e posso tocar meu violão em paz", isso no meio de "na rua, na chuva, na fazenda", música que fala mais de rosto do que tudo. A menina sabia sim que não queria esquecer o rosto do ser de sexo oposto, não estava mesmo a fim de esquecer, mas de relembrar sempre que pudesse. Então, seria mesmo amor?
Fecha os olhos, lembra tudo o que já vivera com ele, imagina tudo que poderia ainda viver. E um sorriso aparece em seu rosto. Ao abrir os olhos antes descansados, não crê no que vê. É necessário tocar. Correr para seus braços e tocar, e abraçar.
É ele mesmo que está na visão da sonhadora, agora não é mais sonho. Agora é perdão, agora é sentir, e não ressentir o que já passara. Agora é amor. Sempre foi.










Publicado às: 08h41 Dia: 27/07/2010

Por: Mariáh
Conhecidamente esperado



Era pra ser algo total e absolutamente inesperado . O inesperado sonhado poderia existir? O ‘nada acontece duas vezes da mesma forma’ há, mas e o ‘se você sonhar, acontecerá da mesma maneira’ ? Não, esse ditado nunca fora inventado, nem tem razão alguma nessas palavras. E garoto de dezesseis anos sonhava com ela, pensava nela, imaginava-a em todos os seus sonhos. Ela não estava mais ali, mas "não era pra ser assim", pensava o jovem . Ele não se conformava com o fato dela já ter ido. "Mas nada aconteceu.."; Billy continuava indignado com o fato de tê-la amado, mas parecia amor vão. "Não, não pode ser.."; ele sabia o que era o amor, pois senão, não sentiria essa tão grande falta de amor pra dar. Pensava em tudo que doaria pra ela, em tudo que faria, e em tudo que ela poderia retribuir, como também forma de amor.
Até que, ouve-se um barulho familiar. "Tem alguém batendo na porta", imediatamente levanta e, em lentos e calmos passos, vai abrir a passagem para o mundo lá fora; pensa ele que seria sua mãe, e em um movimento mecanicamente comum, remexe na chave e abre a porta em expressão nem um pouco incomum; desânimo, na certa. Mas ao arredar para perto de si, atrás da porta avista uma garota. "Estou vendendo doces, desejaria levar algum para ajudar?"; bela garota.
Billy acha estranho e não responde imadiatamente, pois passa pelo seu pensamento: "Existirá amor à primeira vista? Será coincidência?"
É porque, ao avistar a menina, Billy vê ali seu futuro.
"Vou levar todos". 










Publicado às: 08h45 Dia: 21/07/2010

Por: Mariáh
Um Alguém, - parte 2



Estava desolada. Após um tempo de muitas provações, de muitas tentações, Julie parecia não ter mais chão. E, como numa velha história fictícia, parecia cair em um mundo onde nada é real, e onde há objetos voadores. Na escola, os garotos não a deixavam em paz e as meninas não eram mais suas amigas. Só por seguir algo diferente e não mais os padrões desse mundo, ela não encontrava refúgio em coisas materiais nem em sentimentos felizes. E parecera esquecer que alguém um dia a prometera nunca deixar, nem nas aflições.
"Nem minha mãe me entende mais!", dizia, em alto e bom som, dentro do seu quarto, a chorar e chorar. "Não tenho mais amigos", declarava em tom tristonho. "Perdi quase tudo o que eu adiquiri nessa minha pouca vida", dizia, já não tão drasticamente.
Minutos depois, quando finalmente parara de dizer a realidade a Deus, encontrara sobre a estante - mesma que antes continha uma Bíblia - uma folha de jornal. "Minha mãe deve ter deixado aqui pra mim ler, só pode ser algo importante". E, levantando o papel escrito, lera na manchete:
"Adolescentes morrem por confessar sua fé". Boquiaberta, sente um arrepio e quase deixa a folha cair, mas continua a ler em outra página, mais detalhada:
"Jovens estudantes da escola de pequena cidade, no interior de Nova York, matam duas garotas que alegavam ser cristãs.". Julie não conseguira ler mais, já entedera o que Deus queria lhe dizer.
E pensara, já decidida a mudar: "Tenho que ser uma dessas, uma Jesus Freak". Lágrimas escorreram, novamente de seu rosto, agora, por outro, e dessa vez, nobre motivo.  










Publicado às: 11h28 Dia: 13/07/2010

Por: Mariáh
Um Alguém,



 

Em choro, em pranto, Julie se lamentava naquela noite de domingo. As circunstâncias provocaram isso na garota, ela não sentia felicidade. Como sentir felicidade com aquelas terríveis lembranças? Ela não sabia o que era felicidade. A felicidade que ela poderia sentir se soubesse que o seu coração a enganara. Sim, seu próprio coração. E entre tais lembranças tão recentes, Julie se lembrara também dos momentos bons que passara. Sim, ela sabia que devia existir alguém que nunca desampara. Alguém que nunca pensa no mal pra quem o ama. Esse tal alguém ela não conseguia se lembrar. Pensara nos livros que lera quando se sentia assim antes. Tais livros nunca a consolaram, apesar de parecer. Apesar de tais autores parecessem compreender o que ela sentia. Mas eles não compreendiam seu coração, aquele tão enganoso coração. Sobre a mesa se situava um livro antigo, empoeirado, marrom de capa dura. "Não me lembro de ter o lido", pensara Julie. E realmente, ela só havia ouvido falar da tal "Holy Bible", que lera o título ao soprar tanto pó sobre a capa. E, com seus pequenos dedos, ela abrira numa página e logo de cara lera: "Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito". Sem racionar e entender completamente o que aquele verso queria dizer, ou sem aplicar em sua vida aquele trecho que mostra que Deus faz tudo para o bem daqueles que O amam, Julie mudara de página. "Encontrarei algo que faça mais sentido nesse livro?", pensara a menina. E ao mudar mais para o meio do livro, lera: "Deus é o nosso refúgio e nossa fortaleza, socorro bem presente nas tribulações". "Quem é esse Deus? Onde está esse Deus?", indignara a garota. "Eu quero isso pra mim, eu quero esse refúgio para mim... estou triste demais pra ser consolada por alguém que não me entende", pensara ela, ainda duvidosa de muitas coisas. E em outra página achara: "tu mudaste o meu choro em dança alegre, afastaste de mim a tristeza e me cercaste de alegria". Logo depois: "Louvado seja Deus, o Senhor, pois Ele ouviu o meu grito pedindo ajuda. O Senhor é a minha força e o meu escudo; com TODO o meu CORAÇÃO eu confio nEle". Julie já não estava naquele estado crítico de pranto, afinal, achara alguém que a ouvira

Caíra no chão de joelhos e chorava quando lera: "Porque Deus amou o mundo de TAL maneira, que deu seu filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê, não pereça, mas tenha a vida eterna".










Publicado às: 10h29 Dia: 09/07/2010

Por: Mariáh
Entre pensamentos



Em passos apressados, com ângulos bem obtusos entre seus membros inferiores, Kathie caminhava pela cidade considerada grande e lugar em que poucas coincidências, se é que se pode assim dizer, acontecem. 
Seus pensamentos iam de provas da mais recente faculdade de medicina  - assunto complicado e complexo -  a filosofias, passando por “O que aquele cara está fazendo observando o céu azul sem nuvem alguma? Deve ser um esquizofrênico...”. Essa é uma qualidade feminina marcante, quem não a tem é por alguma falha cerebral. Mulheres têm a nata capacidade de pensar em várias coisas ao mesmo tempo e executá-las. Kathie não estava raciocinando para onde ia, aliás, era um caminho-comum, um lugar conhecido, onde passava todas as semanas. Falta de concentração a fazia esbarrar em outros seres humanos a seu derredor, fazendo com a culpa não fosse só dela: habitava em uma metrópole! E essa forte capacidade do sexo feminino em pensar, no mínimo, em cinco assuntos distintos, a fez calcular quantos passos teria que percorrer até virar a próxima esquina; o que não sabia era a quantidade de pessoas em que iria esbarrar, ou quais eram estas. Disso, ela nem tinha noção, nem importava.
  No meio de mais outros tantos pensamentos, Kathie ainda apreciava uma canção em seu mp5 recém-comprado, o que a fazia também ter a coragem de ouvi-lo em tão grande cidade. Música romântica até. Faltavam cinco; agora, quatro; logo, três; depois dois; e por fim um passo até que batesse de frente com alguém, o que, graças a Lei descoberta por Newton conhecida como gravitacional, fizesse com que seus tantos livros fossem derrubados ao chão; e logo se apressa a apanhá-los: uma ação mecânica, apressada – alguém poderia roubar, corria esse perigo.  Porém, ao curvar-se e descer para recolher tais objetos, uma face conhecida. Uma face que não via nem se tinha pensamento importante a um bom tempo; a mesma da pessoa com quem batera de frente. Tal pessoa essa que já havia remexido antes seu coração, e em meio a tantos pensamentos, antes, se esvaíam propositalmente. 
    Mas, em tal ato acontecer, e em reparar quem era o ser com quem batera de frente, e em haver um reconhecimento mútuo, e uma pausa clássica de filme para ambos; os pensamentos de Kathie, pelo menos, naquele instante, sumiram. 

 










Publicado às: 11h04 Dia: 08/07/2010

Por: Mariáh
Começo do início. Será um pleonasmo?



 
 

Começo do início. Será um pleonasmo?

Primeiro post no meu mais novo blog de contos, histórias e casos. não necessariamente fictícios, não necessariamente reais.
Simplesmente as palavras simples que forem surgindo eu digitarei por aqui. Na verdade, de início eu quero avisar que não são tão simples assim, tem que provocar um pouco a inteligência, hehe. Criei pelo simples motivo de interesse por livros, histórias e estórias. Eu já quis ser escritora.. quem sabe um dia? Pode ser só de hobbie, sem problemas.
Você muito provavelmente conheceu esse blog pelo meu outro blog, First Impression, que é totalmente pessoal, então, decore ou salve esse endereço se quiser, se não quiser, pode deitar-se sobre um coqueiro e fazer malabarismos com pedaços de biscoitos. Ou não, você que sabe.

Me retiro, me despeço.









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